quinta-feira, novembro 13


Uma das coisas bonitas de Porto Alegre, que tenho certeza sentirei falta, quando um dia for velha e não puder mais caminhar por aí, vai ser ver jacarandás e guapuruvús floridos durante o mês de novembro, principalmente os da Praça da Matriz.
Acho que foi Zuenir Ventura, quando esteve aqui em Porto Alegre, nesta época do ano, comentar numa crônica, que ficou sem saber se olhava para o alto, pra ver as árvores floridas, ou se olhava para o chão para ver o colorido das flores que caiam e formavam um verdadeiro tapete de pétalas no chão. Realmente ele tem razão: uma beleza ímpar e que só tem oportunidade de ver quem estiver por aqui nesta época do ano.










5 comentários:

acqua disse...

Que delícia de paisagem, ao menos em algum lugar a primavera se exibe. Adorei... Flores pelo chão, sinal de que a primavera quer andar...
Abraços meus

Sergio LdS disse...

Liz, creio que ainda sobrará um bom tempo para usufruir dessas maravilhas. Adorei essas fotos.
Faz horas que "namoro" umas praças e ruas aqui da Ilha em que as flores desenham tapetes. Talvez consiga ainda. Só estou aguardando uma trégua dessa primavera molhada. Chove como nunca.

Grande abraço.

Frioleiras disse...

Gostei de conhecer este canto........................

Fernanda Leturiondo disse...

Liz,

estas fotos, sua escrita, me deram um aperto de saudade .. Gosto de ir a Porto Alegre exatamente nesta época, mas este ano não deu. O NE tem belezas muito distintas. Não encontro aqui as praças daí, de árvores frondosas, desse colorido no chão, no ar.. Muitas saudades daí.

um abraço

LEIA SILAS Literatura Contemporânea disse...

A Alma de Tolstói

Muito além das montanhas da Rússia
A alma de Tolstói ainda viaja
E se alimenta das impropriedades insanas dos seres
Perdidos como ilhas de nódoas entre tapumes falsos.
A alma de Tolstoi tenta compreender o incompreensível
E quer salvar todos os seres
E alguns pobres seres que são reses entre estátuas e cofres
E ele muito se admira de se perder de si sonhando improbabilidades que não aceita no humanus.

Muito além das montanhas da Rússia
O espectro de Tolstói ainda vaga
Tentando reconstruir a sua terra além da bruma
Que o terrifica no íntimo insarado de pensador.
Porque a alma de Tolstoi é a própria Rússia ferida aberta
E ele procura píer, estação de trem, portos seguros
E alguns outros que lhe vão sendo aberto além
Do que ele de si mesmo deixou como tesouro triste
A vida humana, a besta-fera, o ser desatinado.

Muito além de todos nós que o ainda traduzimos
São tantas as almas penadas que, procuram
Um livro, uma arte, um mudo de regurgitar além do lodo
O que a vida nos dá de horror e neuras e escombros
Como à Leon Tolstoi que escreveu sua guerra sem paz.

-0-

Silas Correa Leite – Poeta, Ficcionista, Ensaísta
Itararé-SP – Prêmio Ligia Fagundes Telles Para Professor Escritor
Autor de CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, Contos, Editora Design - E-mail: poesilas@terra.com.br - Blogue: www.portas-lapsos.zip.net