terça-feira, março 24

Tela: Paul Cornell

Ausência, é esta transparência.
O tempo a tropeçar na janela
voando de telhado em telhado
de estrela em estrela. A própria Noite.

Júlia Moura Lopes - Portugal




4 comentários:

Georgia disse...

Oi Liz, obrigada pela visita.

E viva a transparência, nao?

Abracos

O Profeta disse...

O silêncio da solidão mora em meus olhos
Revela-se na tristeza, retém a palavra amarga
Tem a nudez de um aguaceiro de Maio
Uma garganta presa em grades que a voz embarga

Hoje a Ilha acordou presa ao silêncio
Os pássaros voaram no chão de barro frio
Esqueceram-se de subir ao azul
Lavaram as penas nas águas de um rio


Convido-te a descansar a alma nas minhas pedras de Ouro

Boa semana


Mágico beijo

acqua disse...

Não me pergunte porque, mas me fez pensar na falta da continuidade, na própria morte e nas cores que cintilam quando a escuridão prevalece...
Acho que estou na fase de Maiakóvski: "A poesia é uma forma de produção. Dificílima, complexíssima, porém produção".

Cynthia Lopes disse...

Liz, a tela é belíssima e o poema..., é o próprio tempo! bjusss