domingo, setembro 16




















Urgência


Escrevo cartas que não mando,
mensagens que não envio
ai, meu Deus, mas que fastio
dessa falsa apatia
tropeçar nas mesmas pedras
trilhar os mesmos desvios
com tanta vida pulsante
me negar e procurar
o tédio das calmarias...
Logo eu que desvario
lato, uivo e enlouqueço
nas noites de lua cheia
eu, que sempre me arrepio
muito mais do que me aquieto
preciso arrancar as teias
daquela antiga guerreira
que habita dentro de mim.

Viver é urgente!

(Li Stoducto, que descobri graças a Adelaide Amorim)

sábado, setembro 15

sexta-feira, setembro 14

Segundo item na lista de presentes do meu niver:

- ímãs de geladeira. Internacionais, of course.
( é a modesta lembrança que sempre peço quando meus amigos viajam para o exterior. Não pesam, não fazem volume na bagagem e é um gift charmoso e barato)
Eles têm um lugar especial na minha geladeira, separados dos outros simplezinhos, sem pedigree... Por enquanto tenho 1 do Canadá, 3 da Argentina, 2 de Paris, 1 de Amsterdã e 1 da Singapura.
:o)

quinta-feira, setembro 13

dos labirintos da memória














Eu me espanto com a misteriosa capacidade que nosso cérebro tem de arquivar memórias de nosso passado. Mais precisamente, dos acontecimentos, rotinas, sons e cheiros de nossa infância, por exemplo. Para mim elas voltam geralmente em sonhos. Tão reais que invariavelmente acordo. A última experiência aconteceu recentemente e me fez identificar o som do ferro de passar usado lá em casa por minha mãe, às segundas-feiras à noite, depois da janta, quando nos sentávamos à volta da mesa para ouví-la nos contar histórias enquanto ela passava um monte de roupas...
O som era do ferro à brasa, sendo colocado sobre um suporte (também de ferro) enquanto ela dobrava a roupa que acabara de passar. Um som seco de metal sobre metal. Aquele som específico que eu nunca mais ouvi nem nunca mais pensei à respeito... Como pode, pergunto, lembrar que era aquele o som que eu ouvi em sonho? Que mecanismos são acionados em nossa memória quando dormimos que este tipo de fenômeno acontece e que nos parece tão real a ponto de quase nos fazer levantar da cama para constatar que não foi um sonho?
C' est étonnant!!!
É espantoso!!

Aliás, ultimamente, é bem melhor ficarmos no mundo dos sonhos porque a vida real tá danado, não?!
Apesar de não ser surpresa, o que é o Senado brasileiro, hein???
Ça m´étonne aussi!!!!


quarta-feira, setembro 12

Tela: Jean Cocteau - Astrology


A minha Casa é guardiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão e veemência

E minha boca se faz fonte de prata
Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.

A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
À uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta
Por que recusas amor e permanência?

Hilda Hilst/Zeca Baleiro




terça-feira, setembro 11

Primeiro item na lista dos presentes de meu Aniversário:


Eu quero, quero sim!
:o)

segunda-feira, setembro 10




















Para o que o suor não me deu
O fogo do amor ensinou
Ser o barro embaixo do sol
Ser chuva lavrando sertão
Qual aleijadinho de sabará
E a semente das bananas

Para o que não tem solução
A sede do peixe ensinou
Não me vale a água do mar
Nem vinho, nem glória, navio
Nem o sal da língua que beija o frio
Nem ao menos toda raiva

Para o que não tem mais razão
A calma do louco ensinou
A dizer nada

Para o que não tem mais nada
A calma do louco ensinou
A dizer razão
( Milton Nascimento e Márcio Guedes)


nada a dizer...

porque tinha uma vaca no meio do caminho que me impediu de escolher um ângulo melhor para fotografar o barquinho. Como agora dei pra tentar entender o que bichos dizem, juro que ela, apesar de afônica, mugia com tanta veemência contra minha presença, que acabei acatando seus apelos de "não se atreva a invadir meu terreno!!" e a foto do barco ficou do jeito que está.



sábado, setembro 8

SEMPRE










Eu te contemplava sempre
Feito um gato aos pés da dona
Mesmo em sonho estive atento
Para poder lembrar-te sempre
Como olhando o firmamento
Vejo estrelas que já foram
Noite afora para sempre
O teu corpo em movimento
Os teus lábios em flagrante
O teu riso, o teu silêncio
Serão meus ainda e sempre
Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre

(Chico Buarque)

sexta-feira, setembro 7




Segundo Aurélio,
genética
[F. subst. de genético.]
Substantivo feminino.

1.
Biol. Ramo da biologia que estuda as leis da transmissão dos caracteres hereditários nos indivíduos, e as propriedades das partículas que asseguram essa transmissão.

Eu, aos 21 e Mariana aos 16 anos
Alguma dúvida de que temos as mesmas características genéticas?

Até a covinha no queixo é igual!



Vinícius de Moraes













Tela : Pablo Picasso

Modelo: Françoise Gilot



RECEITA DE MULHER

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.
É preciso que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture em tudo isso
(ou então que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).

Não há meio-termo possível.
É preciso que tudo isso seja belo.
É preciso que súbito tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada
e que um rosto adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser,
Mas que se reflita e desabroche no olhar dos homens.
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado.
É preciso que umas pálpebras cerradas lembrem um verso de Éluard
E que se acaricie nuns braços alguma coisa além da carne:
que se os toque como no âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem com olhos e nádegas.
Nádegas é importantíssimo.
Olhos então nem se fala, que olhe com certa maldade inocente.
Uma boca fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras;
que uns ossos despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
e as pontas pélvicas no enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral levemente à mostra;
e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os menbros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhavel na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre flores sem mistério.
Pés e mãos devem conter elementos góticos discretos.
A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
a 37 graus centígrados,
podendo eventualmente provocar queimaduras do primeiro grau.
Os olhos, que sejam de preferência grandes
e de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra;
e que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão que é preciso ultrapassar.
Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente com seu sorriso e suas tramas.
Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber o fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade de pássaro;
e que acariciada no fundo de si mesma
transforme-se em fera sem perder sua graça de ave;
e que exale sempre o impossível perfume;
e destile sempre o embriagante mel;
e cante sempre o inaudível canto da sua combustão;
e não deixe de ser nunca a eterna dançarina do efêmero;
e em sua incalculável imperfeição
constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.



quinta-feira, setembro 6














Tela: Paul Cornell - Cassiopeia


...e um dia disseram que era proibido amar
mas foi indiferente
porque amar ninguém quase mais quer,
então sonhar foi preciso, pra quem sabe um dia
em um sonho
se veja a realidade, quando a gente se encontrar
se é que nós existimos mesmo, ou for apenas algo
em que queremos acreditar.

(Andrew Albuquerque)

quarta-feira, setembro 5


Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria


Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
é quando ele é sincero

AMOR, AMOR - Maria Bethânia (Sueli Costa / Cacaso)



terça-feira, setembro 4

Goethe disse que...














A juventude é a embriaguez sem vinho

e eu digo, sem falsa corijice,
bota beleza de embriaguez
nestes dois exemplos de juventude!
Cada uma com sua beleza particular:
Mariana
e
a psicóloga Fernanda.



domingo, setembro 2

Neste Longo Exercício de Alma...





Ciência, amor, sabedoria,
- tudo jaz muito longe, sempre...
(Imensamente fora do nosso alcance!)

Desmancha-se o átomo,
domina-se a lágrima,
vence-se o abismo:
- cai-se, porém, logo de bruços e de olhos fechados,
e é-se um pequeno segredo
sobre um grande segredo.

Tristes ainda seremos por muito tempo,
embora de uma nobre tristeza,
nós, os que o sol e a lua
todos os dias encontram,
no espelho do silêncio refletidos,
neste longo exercício de alma.

(Cecília Meireles - 1955)

quinta-feira, agosto 30

Mais uma vez Drummond



O amor antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mais pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.



terça-feira, agosto 28

Já sei, vou ser execrada pelo que vou dizer


... mas a que diabo de horário, afinal, os sabiás dormem?
Sim, porque agora é época desse bicho escandaloso fazer o seu "canto-de-côrte" em plena madrugada. 3 horas da matina, invariavelmente, e lá vem ele:

-"pisou no purê, priii, pró, pró!"
-"pisou no purê, priii, pró, pró!"

-"pisou no purê, priii, pró, pró!"

E por aí vai...

Nem ao menos se dá ao trabalho de variar o repertório.
Este é um dos cantos que consegui traduzir. Cada um tem um canto particular. Já que sou acordada toooooda madrugada e como não posso sair prá rua para mandá-los cantar em outra freguesia, fico tentando traduzir o que eles dizem. Acordadíssima, às 3 da madruga, com a cara virada em olho e eles, com os hormônios a mil, tentando seduzir suas fêmeas, àquela hora, como se não pudessem esperar até o dia chegar.
Acordo mal-humorada invariavelmente e confesso que detesto este pássaro escandaloso!
Podem me xingar mas não mudo de opinião!

LATINÓRIO










Meus bens e meus males,
a tudo encaro
cum grana salis

Norte, sul, leste, oeste;
se me decido
consumatum est?

Céu, inferno...
qual a pior
ad eternum?

(José Antonio Silva)



domingo, agosto 26

ISSO: VERSO E REVERSO









quando te olhei, procura minha
olhos-mira desviados do foco
mãos estendidas num sem toque
sem tato eu e você, coisa-caso.

sentados costa-a-costa no inverso
de um encontro mudo sem sentidos
meu corpo em pulsação arrítmada
vejo-o desviado-esquivo, agora-sempre

é o que te sinto, frio e pálido, meu desejo
e seus pés lisos, cera pálida, pele fina
meus lábios-olhos-espelho, brilho transfixo
querendo apenas corpo e sangue corrente

porque te quero sem justificativas possíveis
e te desejando me perco para o nunca
meu mistério provérbio tragicômico
medo de perder-me neste quase escuro.

(luiz fernando calaça de sá junior)

quinta-feira, agosto 23

Receita de convivência pacífica:













Tela:
Mystical Breeze - Jerry Logans


Assuntos amenos,
sorrisos a mais
detalhes, jamais!

(Regina de Andrade,
da série Poemas no ônibus)

quarta-feira, agosto 22


Fica decretado
que nenhum amor será impossível
que tudo será verdade
e liberdade.

Fica decretado
que todo amor será
sempre e infinitamente
incondicional.

(rubia)




sexta-feira, agosto 17

Si sobrevives

Tela: Eugenia Taborda

Si sobrevives, si persistes, canta,
sueña, emborráchate.
Es el tiempo del frío: ama,
apresúrate. El viento de las horas
barre las calles, los caminos.
Los árboles esperan: tú no esperes,
éste es el tiempo de vivir, el único.

Jaime Sabines




quinta-feira, agosto 16


(...)
Sem medo de ser feliz
vou por aqui e por ali...
Por onde os caminhos,
as trilhas,
os atalhos me levarem ,
traçando meu rumo.

Às vezes com alguma tristeza
mas quem disse que felicidade
é o contrário de tristeza?
Tristeza é só uma momentânea
falta de alegria!

É, amigo, amanhã é sempre um novo dia
e quando a infelicidade
passar por aqui,
minhas malas estarão prontas
para eu ir por ali.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, agosto 15

Se

se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra

eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto

ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio

daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse...

(Alice Ruiz)




terça-feira, agosto 14


Uma estrada
É um convite tão forte
que fico na encruzilhada:
Sigo parao sul
ou para o norte?

(José Antonio Silva)



segunda-feira, agosto 13

I Wish You Love

Tela: Woman at the window
Caspar David Friedrich



I wish you bluebirds in the spring
To give your heart a song to sing
And than a kiss
But more than this
I wish you love

And in july some lemonade
To cool you in some leafy glade
I wish you health
And more than wealth
I wish you love

My breaking heart and i agree
That you and i could never be
So with my best
My very best
I set you free

I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
And most of all
When snowflakes fall
I wish you love

(do filme PRIME, em português: Terapia do Amor)


domingo, agosto 12


Tela:
Soul of the rose - John William Waterhouse

nesse antro de orgias
minha antropofagia
só você que sacia
nessa selva selvagem
só você me sacia
só você me dá fome
e essa fome consome
minha vida vazia
nessa farsa sem nome
comer me alivia

(Canibal - Zeca Baleiro)



sábado, agosto 11

Ainda não descobri por quê

homens têm mania de fotografar os próprios pés!















Vira e mexe, dou de cara com fotos de pés masculinos que é óbvio, foram fotogrados pelos donos do modelito. Talvez estejam apenas testando a máquina fotográfica! Mas porque justo os pés????? Já vi outros por aí fazendo o mesmo. Não coloco "a prova" aqui pois seria invasão de privacidade e apropriação indevida deste momento insólito. Estes daí, são da minha tchurma e me dou o direito de fazer este registro, digno de um estudo mais apurado...
:o)





sexta-feira, agosto 10


pra ti, todos os meus beijos,
dessa e da outra vida, quando formos gatos.

(dito por paula em http://pl-blog.blogspot.com/)

quinta-feira, agosto 9




De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada

Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada

(Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

quarta-feira, agosto 8









Eu respiro pesado
Detesto o fácil

Mas não sei por onde caminhar
Se a estrada não tem placas

Eu tenho pressa
Quero tudo ontem
Não me diga pra não me afobar
Eu não sei até onde consigo ir

Eu viro presa
Revolvo o peito
Devolvo o desdém
Eu fujo, perdida

Eu não sei esperar.


(Gislaine Mirella)



"Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain"


Vi este filme várias vezes. Não me canso de vê-lo e acho que vai ser assim sempre. Toda vez me emociono e preciso fazer um esforço para não chorar. Muita delicadeza, sensibilidade e emoção reunidos numa história singela. Parece que se está lendo um conto de fadas. De quebra, Paris, como pano de fundo. Dá para agüentar? Audrey Tautou encarna uma Amélie com tanta propriedade que para mim vai ser difícil vê-la interpretando outra personagem. O filme é singelo, despretencioso, comovente e imperdível! Com direito a repeteco sem ser cansativo.



terça-feira, agosto 7

Jujú fez 30 anos

Parece que foi ontem...
Lembro perfeitamente desse dia em que ela, aí com vô Chico, se maravilhava com brinquedos que ela não tinha em casa: um gatinho de verdade!
Ontem, dia 06, ela completou exatos 30 anos. Ela está aí, bem à direita, toda sorrisos, antes de assoprar as velinhas...

Já é uma vitoriosa, voilá!!
Basta ver o que ela fez para a DAJU dar certo e ser um sucesso!
Só falta me dar um sobrinho-neto pois mulher, nesta nossa família é o que não falta!
Nada contra todas elas - Fê, Mariaaaaaana, Carol e Duda - amo todas de paixão. Mas tá na hora de termos um reizinho, acho eu! Se é que posso palpitar e escolher sexo dos bebês que vêm por aí...


segunda-feira, agosto 6

Mais uma vez, Adelaide Amorim


na janela

da janela te vejo
e vêm contigo
palavras mudas de neblina

vêm contigo pensamentos
sem o calor da hora
e o sabor esquecido
em algum canto de momento

vêm contigo
impulsos atenuados
e um abraço que ficou
suspenso
depois que todas as ofertas
se aquietaram

deixei tua saudade na janela
e fui tratar da vida



domingo, agosto 5




















A vida secreta das palavras, um filme que está estreando nos cinemas, trata de um assunto que vira e mexe é abordado: o reflexo do passado em nossas vidas.

"O filme aborda , principalmente, o passado e os reflexos que ele tem na vida inteira de um indivíduo. Como sobreviver a ele e como superá-lo, sem deixar de lado o convívio com o presente, é o desafio de Hannah" , diz a sinopse.

Coincidentemente, vi um filme em dvd sobre o mesmo assunto: Chegadas e Partidas, onde o personagem, após perder sua mulher, tenta reconstruir sua vida num local cujo mundo é completamente diferente do que viveu até então: uma comunidade pesqueira, onde viveram seus antepassados. Lá ele tenta superar seus medos e desfazer os "nós" (muito bem inseridos nas cenas de apresentação do filme na forma dos nós das cordas dos pescadores) trazidos desde a infância e tornar-se uma nova pessoa, uma pessoa sadia emocionalmente.

O surprendente nessas histórias é que muitos dos "fantasmas" são sentimentos universais. Vi alguns de meus temores de criança sendo reproduzidos pelos personagens do filme. Não vou citá-los aqui, pois isto daqui não é uma seção de terapia... mas que sente-se um certo alívio em constatar que o que nos amedrontava quando criança e que ainda nos atormenta na vida adulta, não nos faz diferente de ninguém. Apenas mudam de casa, de tempo, tamanho e duração. Depende de nossa vontade de nos livrarmos deles e da habilidade de nossos psis, bien sûre!

Recomendo, portanto, CHEGADAS E PARTIDAS. Não é um filme "leve". Mas vale a pena.





sábado, agosto 4

Tem outro jeito de garantir lugar????

Pois eu, mais uma turma de malucos, já estamos com nossos ingressos pra ver o ALEGRIA do Cirque du Soleil, em maio de 2008!!!!
"Não inclui Tapis Rouge", diz no bilhete!
E eu lá quero tapete vermelho??! Se bem que pelo preço bem que merecíamos TODOS um tapete vermelho na hora de entrar pra ver o espetáculo...

Tela: Joaquin Sorolla y Bastida(1863/1923)

Someday he'll come along
The man I love
And he'll be big and strong
The man I love
And when he comes my way
I'll do my best to make him stay
He'll look at me and smile
I'll understand
And in a little while
He'll take my hand
And though it seems absurd
I know we both won't say a word
Maybe I shall meet him
Sunday Maybe Monday
Maybe not
Still I'm sure to meet him one day
Maybe Tueday
Will be my good news day
He'll build a little home
Just meant door two
From which I'd never roam
Who would, would you?
And so all else above
I'm waiting for the man I love

Caetano Veloso - The Man I Love
George Gershwin/Ira Gershwin